segunda-feira, 26 de novembro de 2012


Na minha ausência comandam o meu silêncio, ele puro e inocente fica submisso, imune ao tempo e ao período de ausência longo e complexo, assumem o mais alto dos cargos e fazem gestos com a vara a dizerem-me para nunca mais voltar mas o silêncio opõe-se e torna a minha ausência num turbilhão, transforma-a em uma plena montanha russa onde quem anda sem protecção magoa-se a sério. Na avenida florida, colorida e alegre mora lá o amor comandado pelo medo de ficar extinto, o amor não é imune à humidade, às dores, à perda, à saudade, ele não é mais que ninguém, ele sofre, ele chora, mas o coração esse sim, fica com todas as cicatrizes de um amor destroçado, de um amor que em tempos produzira o suficiente para alimentar uma felicidade que não era nada exigente. Nas ruas o frio era gelado, o calor era extremamente quente, o vento era rapidíssimo e as ervas eram absolutamente estonteantes, o dia era alucinante e os sentimentos nasciam mais cedo que o sol, iam-se embora depois do sol, mentira, é que depois de nasceram nem sequer iam.
Nem jesus tinha a imunidade nas mãos logo as ervas morreram, o frio desapareceu, o calor ausentou-se, o vento parou de soprar rapidamente aquela brisa e o dia ficou monótono mas o sentimento esse ainda continuava a crescer porque nem até as mais baixas temperaturas o conseguiam gelar, fazerem-no desaparecer, transformá-lo em pó, porque a sua raiz era tão profunda que nem as gotas de água conseguiam chegar até ela pois quando a força de vontade de querer fazer durar o que queremos que dure é maior que a vontade de querer destruí-la nada nos detêm porque afinal ninguém compra um carro para não andar nele, ninguém compra uma camisola para não a vestir e ninguém vai embora sem motivo nenhum aparente.
Na minha ausência podem brincar, fazer troça de mim e o que mais apetecer naquele momento mas na minha presença tenham cuidado com o que fazem porque até as rosas que são lindas e têm cara de inocentes picam! 

quarta-feira, 31 de outubro de 2012


Ainda me lembro como se de ontem tratasse, ainda sinto a energia e as boas vibrações, o amor e o carinho, como se de ontem tratasse aquele pequeno e gigante momento. Pisei a poça, rebentei com a fechadura, meti medo ao desejo, assustei o coração, quebrei o medo, venci o ciúme, sorri ao seu sms, chorei à sua chamada, calei o mundo, brilhei por dentro e deslumbrei por fora, corri cabos, fechei portas, quebrei chaves mas mesmo assim entrou, bloqueie o pensamento, interrompi o sono, cortei a preguiça e deixei o cansaço, cavei fundo, escrevi a negro, pintei a branco, sorri a fingir, fiz teatro, critiquei a situação remetente ao meu futuro. Fragmentei os vidros, parei a chuva, deixei o sol, não me importei com ele, deixei-o boquiaberto, fiz-me forte mas dei baixa, a pressão e a concorrência eram altas, dei cabo das expectativas e rematei com as dúvidas e deixei de parte as sombras negras e era basicamente o que sentia, o meu sentimento fazia-me dizer as coisas mais sem sentido de sempre, juntava peças e colhia mais duvidas, cruzava dados e obtinha desconsolo, descansava e adormecia mas acordava ainda mais cansada, chorava e ainda mais infeliz ficava. A caneta girava, os ponteiros corriam em direcção ao 12 e eu ficava parada em direcção à imensidão ele ponha o meu mundo num turbilhão!
Eu até gostava dele....Até ao dia em que reparei que tudo nele era falso!

sábado, 29 de setembro de 2012

O Soldado Verde



  Julgava-me louca e perdida mas a verdade não era essa, a verdade é que me perdia no brilho do seu olhar, aquele casaco verde assentava-lhe que nem uma luva. Aquela tinta na cara escondia mil e uma histórias. Ele acenava-me a mão sempre com cuidado, falar com estrangeiros e ainda por cima filhos de cientistas era imperdoável, é como se ele estivesse a cometer um crime mas a sua beleza natural sempre sorria-me bem discretamente.
A investigação do meu pai pelas florestas da Tailândia andava um pouco tremida, o medo dos que a guardavam até atormentava o meu pai de noite, não o deixavam dormir. Segredava secretamente com a minha melhor amiga por telemóvel no que sentia pelo tal rapaz verde, o que ele me provocava e o quanto espanto ainda me causava por apenas passar pela janela do jipe de investigação do meu pai, o jipe até era confortável e levava nele grande carga, levava nele os meus desejos, os meus pensamentos, levava-me a mim e claro também ao equipamento de investigação, grande responsabilidade que continha.
  Era já noite e a chuva não parava de cair, parecia que o chão era um buraco tão profundo mas assim algo de outro mundo que nem milhões e milhões de litros de água de chuva o conseguiam encher, parecia que o planeta terra continha lá um buraco sem fundo. Do meu “quarto” ouvia o barulho de rituais vindos das florestas que o meu pai tinha vindo a explorar, contra a parede lançava papeis com pensamentos que a minha cabeça gerava, desejos que a minha alma continha e coisas que o meu corpo desejava, não queria mais aquelas calças rasgadas no meu corpo, não queria sentir-me outra pessoa noutra roupa, eu queria a minha vida outra vez mas a minha vida agora era a fauna e a flora.
  O barulho dos gritos desconfortáveis faziam-se soar às cinco da manha, por muito que já não fosse novidade ainda me assustava e acordava, era mesmo surpreendente. A sorte sempre me acompanhará e o meu sonho era sempre interrompido, estava lá eu e ele, cara a cara no meu sonho, ele roçava-se na minha pele em sinal de compreensão e eu, não sei o que fazia a seguir, acordava simplesmente com todos aqueles gritos e nunca mais iria saber o que faria a seguir, ele enchia a minha cabeça toda a noite, a sua farda verde iluminava-me o dia, o seu sorriso ponha o meu coração a mil e os meus desejos matavam a minha alma serenamente, quando a ele me referia, o meu pai sempre me dizia que os meus lábios dançavam e os meus olhos sorriam, eu sempre me enchia de orgulho quando dele falava mesmo não o conhecendo, mas amar é assim, o amor fala por nós e nem nos dá tempo e espaço para pensar.
  Ele era o som puro da melodia daquela floresta, ele era o sol e a lua, o meu segredo e paixão. Aí meu soldado verde, irás amar-me um dia como eu te amo hoje?

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Vento não venhas por favor, irás trazer contigo o que não quero relembrar, aqueles dia de sol banhados pela água do grande oceano, aqueles sorrisos recheados de segredos, aqueles vícios completamente confortantes, não tragas contigo o furacão Katrina e a chuva de Abril, não leves contigo o meu coração, os meus pensamentos mais descabidos e sobretudo não leves as minhas memórias que me fazem grande aos olhos de quem me ama.
A minha cabeça esta recheada também de coisas que guardo só para mim com medo de exprimir para todo o mundo, o medo me fez recuar, o desejo fez-me ser sonhadora, fizeste-me bem, puseste a minha imaginação a mil e o coração a não aguentar a pressão.Há sempre aquele encontro em que os nossos olhos se olham, quando digo que tenho saudades de ti o que quero mesmo dizer é que preciso de ti mais do que nunca, a tua voz autoritária prende as minhas palavras numa questão de segundos, o teu impulso constante de dizer o que não é necessário deixa-me sem reacção, o meu desejo é que volte a sentir amor outra vez, sentir o que é improvisar, o que é rir sem saber o porque, o que é beijar na chuva quente de Agosto, fizeste-me grande aos teus olhos, és o impulsionador da minha alma perdida no deserto da minha imaginação, trouxeste o que em tempos eu tive em demasia e agora está escasso, foste e voltou a escassear.
Amor é sentimento complicado e quando vivido por duas pessoas tornasse indomável, é fogo ardente nos olhos, fogo que queima se não for apagado a tempo.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Pergunto-me porquê que o meio é sempre o fim de tudo e o inicio de um novo começo, pergunto-me porquê que as ondas avançam e recuam e porquê que a terra gira em torno de si mesma, pergunto-me todos os dias o porque de ter que amar para ser feliz, há quem nunca tenha amado e tenha sido feliz á mesma, talvez a vida fique incompleta, sim talvez, há sempre a excepção, sinto por vezes o mundo nos meus pés e penso que consigo aguentar a pressão mas no final quando ele vai abaixo vou junto com ele, acho que tenho que passar a odiar os que me amam e a amar os que me odeiam, porque se um dia me afastar de quem amo sentirei muitas saudades e me perderei neste grande caminho, nestas ondas que nunca mais avançam para o mesmo nível de que há 2 segundos atrás estavam, enquanto que as que odeio não são nem mais um dia nem menos um dia na minha vida, logo, os amo por isso, os amo por me odiarem e me fazerem feliz assim mesmo.
Gosto de escutar a musica que passa na rádio, gosto de ver o que se passa na estrada, gosto de contar os dias, gosto de ouvir belas melodias e sentar-me no chão gelado e desconfortante e desenhar com a minha ponta do lápis rabiscada por mensagens trocadas nos momentos oportunos, prefiro-me iludir com mentiras do que com histórias de princesas e finais felizes, gosto de ser a palavra na ponta da tua caneta, gosto de ser rabisco a caminho de obra de arte no teu caderno, gosto de abraçar o vento e agradecer-lhe por meros momentos, gosto de sentir a areia a cair das minhas mãos, de sentir a agua a escorrer pelo meu rosto, gosto de me encostar no pior sitio do mundo e pôr-lo mais calmo e sereno com o som da melodia do barulho do meu lápis a rabiscar no meu caderno rosa rasgado e ultrapassado pela vida.
Por vezes as folhas caem e passam por mim e fazem com que me sinta viva, fazem me sonhar com sonhos inimagináveis ao meu ver e ao do próprio sonho, certas frases são uma aventura para mim e nessa aventura és o meu herói, causa dor e sofrimento mas no final é compensador, o teu sorriso encantador consegue mover as nuvens negras que pairam por cima da minha cabeça e do meu pensamento atolado de tudo, o teu sorriso é a prova mais bonita do que me faz querer sonhar tantas vezes o mesmo sonho.
Adorava pintar castelos e desenhar princesas com vestidos extensos repletos de lantejoulas e com a cara cheia de brilhantes, adorava caminhar pelas linhas férreas dos meus desenhos, adorava quando sentia o relevo das minhas frases bem carregadas e bem centradas no meio da minha folha.
Adorava quando podia sonhar sem ter um letreiro bem expresso no meio a dizer "acorda para a realidade", mundo dá-me essa liberdade, sonho deixa lá a realidade porque o sonho pode ser muito pior.


sábado, 14 de abril de 2012

terça-feira, 3 de abril de 2012

Por favor não deixes fugir esta brisa, esta brisa fresca que me refresca a memória, este sentimento atribulado de todos os medos e segredos, este desfecho de tipo amor impossível e esta foto de tipo loucura, não me deixes ficar sem aguá e ir com o vento que em tempos fora escasso e que agora é quase como um furacão na minha cabeça, não deixes passar este tempo de bonança e divertimento, não me deixes por muita asneira que faça, não me faças parar de sorrir o riso de amanha e de hoje.
Por vezes a minha mente relembra os tempos de que nunca mais me quero lembrar e são esses que por muito maus que sejam, são esses que me ensinam a enfrentar os problemas do dia a dia, por vezes a saudade é curta e concreta e por outras longa e estranha, por vezes sinto o que nem sequer devia estar a pensar, por vezes só peço velhos tempos e costumes antigos.
Sentimentos que derivam no vento necessitam de ser sentidos outra vez e olhares que passam ao lado precisam de ser olhados mais profundamente, quero que me ajudes a sentir mais, a viver mais, a tua falta faz-me sentir perdida constantemente, definida pela musica que toca na radio, e tocada pelos maus pensamentos, preciso de ti para seres parte da minha vida, para que a faças inesquecível e sobretudo feliz, feliz de estar a ser acompanhada, amada e partilhada.
Embarca comigo nesta aventura dos mil mundos, dos dois milhões de desejos e das duas mil tentações, embarca comigo numa vida de batalhas e vitória no fim.
Sê parte de mim, faz-me feliz pelo tempo que necessite de ti, porque nas horas de saudade estarei a pensar em ti e isso já me faz feliz.

terça-feira, 27 de março de 2012

 Sinto que por vezes não sou a mesma sem ti sol, sem esse teu calor permanente e completamente aconchegante que acalma as minhas lágrimas e faz questão de pôr o meu ego lá bem em cima, onde ninguém consiga tocar ou sequer mudar de sítio. Não sou simplesmente a mesma sem a inveja que me metes só pelo simples facto de todos te adorarem pela tua luz e calor, e só gostarem de mim por às vezes ser cheia ou ser quarto minguante, invejo essa tua forma inalterável e estável, esse teu círculo tão perfeito quanto as minhas saudades perfeitas e completamente compreensíveis.
Reconheço que existe uma distância razoável entre nós que nem o tempo nem o desejo conseguem juntar, sim tempo esse remédio caseiro que é recomendado por todos e o que todos dizem, por muito que não tenham experiência na matéria. Mas que hei-de fazer, só o teu brilho consegue mover as nuvens negras da minha cabeça e por a chuva bem longe para que o meu dia seja sempre lindo e sorridente. Percorres a minha mente como um vírus num computador, alteras o meu sistema, abres as minhas pastas e recolhes e estragas toda a informação e por muito que te queira pôr um anti-vírus em cima consegues ser sempre uma alternativa à minha fúria, por muito que o queira fazer, um anti-vírus não serve, não é suficiente para te apagar desta minha memória com capacidade de dois gigabytes, não consegues apagar estas minhas pastas zipadas que guardam os maiores segredos.
Não ocupas a minha mente, como quem ocupa um lugar vazio num concerto com os bilhetes já esgotados e talvez se pudesses esvaziavas-me quando estivesse cheia só para me veres mais magrinha. Adoraria que pusesses no teu status do facebook casado e que escrevesses em todos os textos do teu blog estou enamorado, estou perdido entre essa tua luz opaca e entre essas tuas palavras aliciantes que me colam a ti, por meros minutos. Não tenho medo e admito, admito que me perco por esses teus atalhos, nesses atalhos do teu computador que não me deixam alternativa senão criar um novo ficheiro, abrir a tua wikipédia noutro separador e estudar-te de novo, estudar-te de cima a baixo e de um lado ao outro. Por ti escreveria o teu nome no Google e traduzia-o para todas as línguas para que me dissesses qual percebias, para poder dizer-te o quanto te amo e que estes aproximadamente cento e cinquenta e dois milhões de quilómetros não importavam porque o e-mail é potente chegaria ai para que abrisses o teu portátil e te sentasses e lesses o que te mandaria. Se o meu iphone não se tivesse estragado mandava-te uma fotografia minha e destas minhas lindas crateras e desta vista linda que por aqui passa, mudava-a no picnik para que o reconhecimento não fosse completo e para que o carregamento da foto demorasse mais para que ficasses mais tempo colado ao ecrã, para tua informação e para não ficares depois espantado. O novo acordo ortográfico só entra em vigor em 2015 em princípio, portanto o meu Microsoft Word é o de 2007 não o de 2010 não estejas à espera que escreva com o novo acordo ortográfico, por isso posso te enviar o que quiser que irá tudo com o antigo. Procuro todo o dia notícias tuas no bing e por vezes no jornal online mas não encontro, por muito que queira mas a minha capacidade da internet não chega nem para por um post.
Recorreria a todos os recursos possíveis, cantaria uma bela melodia e postava-a no youtube para que todo o mundo soubesse que não te temo, mesmo que fosses o Cavalo de Tróia a penetrar-me pelo computador, nem que fosses um site maligno daqueles que o Google Chorme bloqueia logo ou apenas que fosses uma janela pup-up, abria-te e lia-te, como quem lê a página da notícia principal de um jornal.
Por vezes as palavras faltam-me e o tempo não chega, temos tanta coisa em comum pois o nome de ambos é constituído por três letras e temos letras diferentes ao que se pode chamar coincidência mas eu prefiro chamar-lhe de destino. Por favor diz-me, diz-me que me admiras e que te choco quando consigo provocar em ti uma reacção de interesse pelo que sou quando nos encontramos num tal bar ou restaurante chamado de Eclipse. Nunca me disseste ao certo de que se tratava mas também nunca tive oportunidade de experimentar e isso magoa e muito, preferia que me convidasses no Habbo para comermos lá ou estarmos juntos porque eu espero durante anos por esse encontro e quando acontece nesse restaurante ou seja o que for, o que acontece é só por pequenos segundos e nesses momentos sinto que o mundo todo nos quer ver juntos uma vez que fazem questão de estar sempre presentes nesses momentos ao ponto de haver repórteres e paparazzis por todo o lado a tirarem fotos, não sabia que éramos assim tão populares até este ponto! Talvez a nossa história deste amor impossível não seja para nós, pois quando vejo um filme sobre estes amores impossíveis como o nosso, o meu computador faz de propósito e vai abaixo sem mais nem menos. Mas o problema é que ele gosta de companhia quando dorme por isso também leva a televisão e a antena com ele e elas vão abaixo por isso nunca vejo os finais, nem um até hoje, pelo que parece vou ser a última ou até mesmo a única a não saber os finais de cada história a que assisto. Por favor não lhe chames destino porque eu já pensei e talvez a culpa não seja do computador ou até mesmo da televisão e da antena a culpa deve é ser da luz, essa coisa extremamente luminosa e laranja nos cabos.
Adoraria visitar Júpiter e Saturno contigo um dia, para conhecer o que é desconhecido e provar um pouco do que para mim é indefinido, não consigo definir exactamente o que esses planetas são, só espero que sejam diferentes, tanta Terra e mais Terra, já estou cheia de Terra até aos olhos. Sei que nunca vamos poder fazer isso juntos e nem sabes o quanto mal fico por saber que o meu amor não pode ser correspondido e os meus desejos contidos porque sinto uma vontade enorme de os cumprir, dizer que não os posso concretizar mata-me lentamente por dentro, como dizem que o cigarro mata, talvez até seja a minha cabeça que ande na lua, mas acho que isso é obvio. És como os casacos que lá em baixo eles vestem, amarelos e muito quentes, mas isso é o que faço só para me entreter pois há quem conte carneirinhos mas isso é o que se diz aos putos eu cá prefiro contar aquilo que faça a minha mente saltar de emoção e o meu coração não aguentar a pressão.
Somos tão óbvios um com o outro que nem dou por mim às vezes a escrever-te isto, talvez nem ligues, talvez nem atentes nas palavras que saem da minha tecla mas acredita que, por momentos, elas são o melhor que tenho, não quero que penses que virei uma viciada na tecnologia, apenas as cartas já estão fora de moda apesar de serem tão românticas e espantosas, não quero que penses que foi por falta de tempo mas uma carta poderia chegar aí depois de milhares e milhares de anos e aí talvez me cansasse e pensasse que não valeu a pena e que foi tudo em vão mas apenas quero que leias e que penses no porquê do eu te querer como vírus do meu computador e o porquê de às vezes andar com a cabeça na lua.
Talvez prefira mandar palpites para o ar e pensar que eles voaram até ti e que os reencaminharas até mim outra vez e de pensar que quando eles chegassem não fossem mais palpites mas certezas e que depois não fossem certezas mas sim desilusões e que depois acabaria tudo pelo simples facto de ser a lógica aqui na terra. Ontem aprendi que nós nunca vivemos para sempre, portanto não somos eternamente felizes, somos apenas felizes, apenas por vezes existimos e não vivemos. Sim ainda espero pela nossa união, pelas tuas palavras e por este amor impossível mas se é isso que me mantém viva e a sonhar, então por favor nunca me digas que me amas apenas dá-me mais motivos para continuar a existir e a escrever, a escrever talvez as palavras que nunca lerás e as respostas que nunca terei, pois somos tão repetitivos e previsíveis na nossa maneira de viver e somos tão estúpidos e optimistas na nossa maneira de amar.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Ajeita-me o sorriso, penteia o meu cabelo e acelera o meu pensamento, monta os meus cavalos e dança comigo na chuva quente do verão seco do norte, agarra-te a mim e aperta-me com toda a força mais leve no mundo, beija-me com todo o sentimento mais profundo das profundezas do universo, canta comigo a musica mais extensa e repetitiva no mundo e faz-me saltar de campo em campo e a sorrir de canto a canto, faz-me tua e tua só, faz-me grande ao pé de ti, faz-me feliz e não faças-me triste, não me prometas mas dá-me.
Sonha comigo, aventura-te comigo, perde-te comigo, junta-te a mim nesta batalha onde o meu fôlego não aguenta mais mas continua a lutar, junta-te a mim nesta estrofe quente e confortável, senta-te comigo nesta areia branca e cintilante e aquece-te nesta lareira luminosa e super quente junto comigo, segreda nos meus ouvidos, sorri-me com esse sorriso que me acalma e olha-me com o teu olhar próprio, com o teu brilho especial.O teu toque é como o dos telemóveis, calmo e reconfortante, és a melodia que nunca acaba no meu coração, és o batimento mais forte e acelerado, és o clariar do dia e o entardecer da noite, és a flor do deserto e o pingo da chuva, és o adjectivo mais profundo e a reacção por desencadear, és o meu grito de alívio e o meu diário de segredos, és o meu espelho vivo que nunca revela os meus segredos, és parte de mim, és peça do meu puzzle, és foto do meu álbum, capa principal, noticia de primeira sem ti nada é da mesma maneira.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Talvez seja o sol que me anda a tapar os olhos e talvez seja a chuva que anda a molhar os meus cabelos, talvez seja o vento que me leva, que me puxa, que me engole e me faz dar voltas em torno dos meus pensamentos.
Sinto-me cercada pelo tempo e mirada pelo passado, por vezes sento-me na calçada estragada e começo a soletrar as palavras sujas que me estragam a ponta da caneta, ás vezes a verdade abre-me a mente e deixa-me pendurada, ás vezes a berma da estrada não se aguenta e caí e eu vou com ela, por vezes os verbos faltam-me e nem consigo decifrar o que escrevo com a ponta da minha caneta tapada, por vezes os pronomes não conseguem substituir o teu nome e não conseguem subentender as minhas vivências, por vezes as ocorrências de coisas na minha cabeça já não são raras mas constantes, ás vezes o mundo é mau e revoltante, ás vezes sou calma e compreensiva só que de vez em quando os a adjectivos não escondem aquilo que sou.
Sinto-me sossegada e o mundo chama-me, acalmo-me e a realidade grita-me aos ouvidos com a potência máxima e eu com a potência de 9 watts calo-me, é esquisito e descabido que a realidade seja assim mas a sua duração é pouca e logo posso ir para a minha calmaria, completamente reconfortante e absolutamente calma, absolutamente recreativa e inspiradora que me faz voar por meros minutos.O mundo é cruel e eu sou a quietude em pessoa quando o mar consegue por em mim a calmaria das ondas e o desejo dos peixes, é maçador o canto dos grilos, é encantador o canto dos pássaros que me leva para norte, que me traz do sul e me deixa no interior, num interior bem calorento e acolhedor, sem o sol o meu dia é monótono, é como que entrasse num monólogo em que só sou eu que participo e falo, onde sou eu a personagem principal sem ajudantes, onde a solidão me chama de filha e companheira.
Nas águas claras vejo-me e concentro-me em recuperar o que gosto, no brilho do sol vejo o brilho dos meus olhos que sobressaem mais do que o próprio brilho do sol, brilho que me cega a alma e me queima por dentro deixando só em mim a esperança de um dia brilhar como a lua que me chama á realidade e me acalma por dentro, um brilho calmo e acolhedor, um brilho contemplador e aliciante, talvez quando a minha caneta  a vir já não tenha a ponta tapada para que assim aprecie a calmaria do brilho infinito que me embala durante a noite e me deixa bem pela manhãzinha, mas que deixa sempre a saudade e o desejo de voltar a vê-la.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Por vezes sinto a minha vida debaixo dos pés e completamente perdida, talvez perdida entre esse teu olhar doce e acolhedor, talvez a borboleta também se perca e se apaixone pelo gafanhoto errado, ela sim não olha a belezas mas sim a interiores, interiores bonitos e cheios de doçura e honestidade.
Na vida não procuramos um amor assim bonito de uma certa forma mas procuramos um amor verdadeiro e seguro, confortável e compreensível nas horas de mais aperto, num amor verdadeiro procura-se a felicidade de todos os dias acordar e não mandar vir com o despertador e sim ainda agradecer lhe por nos ter acordado para que assim vivamos o dia intensamente.
Por vezes talvez até faça sentido fazermos o errado e praticarmos o mal apenas pelo simples facto de nos aliviar e libertar a mente, a mente ela sim consegue pôr-nos em qualquer lugar sem esforço apenas basta  fecharmos os olhos e imaginarmos os sítios e lugares, as pessoas e as caras porque sonhos são a realidade distante e os desejos próximos, aqueles que desejamos que se concretizem o mais depressa possível para que assim façam parte do presente e historia no passado, talvez seja segredo e tesouro o quanto me fascinas e sem mexeres um dedo e só mandares um sorriso, sim sorriso pode ser medicamento, divertimento, emoção e coragem, coragem de sorrir para a vida e esquecer maus momentos e por de lado más recordações, talvez um olhar consiga ser uma razão de vida e uma aventura, porque sim um olhar consegue ser uma aventura em que o objectivo é descobrir o porque de ele brilhar mais do até as próprias estrelas e a própria luz.
Sim se amares sê invejoso e ganancioso não deixes que te estraguem sonhos e projectos porque só os que não têm essa capacidade é que o fazem e não olham a meios, talvez a felicidade não seja de todo uma fonte boa, por vezes felicidade a mais também pode ser um fim e por outras vezes um inicio. Somos imprudentes, intelectuais e somos humanos, somos osso e carne que é destruidora de tudo e tudo é uma definição alargada.
 Sonhamos ao som da musica da nossa vida e pensamos ao som do barulho dos outros, por vezes até parece que quando estamos sozinhos as coisas fazem mais sentido e ganham como que outra forma, outro feitio e nem se calhar reparamos, quando andamos mal as palavras estão lá e aconchegam nos, talvez nesses momentos sejam as melhores amigas e nos compreendam como ninguém, como ninguém tem essa capacidade e como ninguém nos consegue entender e sim talvez por vezes as nossa atitudes possam se considerar abstractas pois não as percebemos e nem têm ponta que se lhe pegue.
Questiona se quiseres, grita se precisares mas não chores se te lixarem e muito menos penses em pagar com a mesma moeda, descer ao nível de quem o faz não é correcto, ignorar é a melhor atitude.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Talvez no passado para a abelha tenha significado morrer, não o morrer de uma maneira superficial talvez o morrer de uma maneira metafórica e lógica.
Talvez para o mundo seja mais uma em milhares, talvez em milhares de milhares, talvez mais uma que caia com o vento e se levante com a mente e perspicácia, talvez menos uma que seja idiota ao ponto de se deixar morrer, são simples e amarelas e pretas, são pouco racionais na maneira em que interpretam o mundo mas talvez até nem o interpretem apenas o sintam, o vivam e o olhem da maneira mais lógica para elas, mas não é lógica  talvez seja o habito que as faz voar para a mesma flor de diferentes lugares.
Racionalidade faz falta ao mundo, a sério que faz, não é só faz falta nem faz muita falta é faz mesmo, a racionalidade muda o dia a dia, muda as batalhas, muda o mundo e o que ele tiver, muda os seus pertences e habitantes, irritabilidade, que sentimento tão comum e inútil, como que por vezes o irritável não seja doce e bom, quente e escaldante, mas se calhar não é doce nem azedo mas sim meio açucarado ou talvez não seja nem quente nem escaldante mas talvez seja temperado.
Por vezes o tiro falha e o grito não se ouve, por vezes a memória escapa-nos e os olhos não acordam, por vezes as lágrimas secam e o coração não se cura, sim talvez haja muitas palavras para o talvez, é simples, inquietante, divertido, ansioso, tanta coisa e tão pouca imaginação para a utilidade desta palavra, só a utilizamos quando nos dá jeito, ou nos queremos livrar de algo, apenas dizemos talvez e vamos esperando para que se esqueçam disso, talvez nessa altura o talvez seja adequado e correcto.
Temos manias inesquecíveis e de vez em quando um momento imperdoável que nos faz fazer uma viaja ao passado e de graça, com um bilhete ao quarto mais longe, que de nenhuma perspectiva é alcançável só que depois há como que um momento clic, aquele momento em que a nossa lâmpada extremamente amarela acende, ai nesses momentos não nos preocupamos se a luz falha ou vá novamente abaixo, talvez essa lâmpada funcione com luz solar, sim é impossível mas nunca ninguém afirmou que nunca iria ser inventada, apenas agora e neste momento é sonhada, talvez nesse minutos de luz amarela nos lembremos da imperfeição que nós somos e que não é o passado que prende o futuro ou presente, mas sim que somos nós que o prendemos, como que a culpa fosse nossa, como que a culpa não fosse conjunta, muita gente prefere ficar com a culpa e pagarem as consequências sozinhas, mas eu prefiro partilhar a culpa se a tiver, não vou pagar pela burrice e incompetência de pensamento dos outros, talvez a lâmpada se acenda para todos, mas nem todas dão luz verde, nem amarela nem nada do que se parece, talvez muitas acendam mas só dão luz transparente, aquela mais triste e cinzenta, aquela que está obscura e estragada, talvez ai se perceba se a cabeça é oca, não é a bater que se sabe se sim ou se não é testando que se tira as conclusões.
Se os meus foguetes que forem lançados ao ar forem coloridos é porque vivi numa farsa, mas se forem transparentes e inexistentes então é porque vivi, sem nenhuma farsa nem falsidade, não isto não é para gente inteligente, é para toda a gente com potencia de cérebro máxima, que consigam ligar a rádio sem terem botão, que consigam desenhar sem terem lápis, é para aqueles que de coisas simples fazem os monumentos, é para aqueles que de rascunhos fazem as suas vidas, é para todos aqueles que têm de tudo, porque cobardia é o que menos falta no mundo, porque todos a terão durante a sua vida só que há aqueles em que a cobardia é rainha e a sucessão é o ponto mais fraco.
Cobardia não é antónimo de coragem são apenas irmãos, porque sem cobardia não há coragem, como que sem nuvens não há céu, visto que elas completam-no, porque até os heróis têm momentos de cobardia e fraqueza, talvez os contos de fadas não sejam assim tão bonitos e encantadores, talvez para quem os leia profundamente se aperceba de tão pouco encantadores que são visto que o que interessa é o final feliz e o luar bonito, talvez nos iludam e nem nos apercebamos, talvez a vida seja lixada até mesmo nos contos das maravilhas.
Por acaso já foram perguntar á Branca de Neva ou á Cinderela se elas foram eternamente felizes?
Pois, talvez essas histórias ainda não tenham acabado, talvez o objectivo do escritor não fosse entreter quem as lê, mas sim iludir, iludir o futuro, talvez o trabalho deles seja pintar de rosa o que era negro, para que não soframos mais e de mais nenhuma maneira, só que há sempre aquele dia em que descobrimos a verdade desse cor de rosa e de que os contos da nossa  infância  afinal não passavam de mero entretenimento. 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Por vezes rir não chega é preciso sorrir pois há pessoas que só riem do que tem piada e não sorriem.
Por vezes é preciso gritar para o mundo que existimos e não o tememos, e que ele não nos vai por abaixo, como uma missanga que se cair fica ali e não se mexe, talvez por vezes sejamos assim mas não é muito normal, o normal é levantarmos-nos e dizer-mos que o mundo não nos conseguiu por em baixo, que a nossa mente foi mais perspicaz e correcta, mas isso seria a lógica, o mundo não ligaria, precisava-mos de explodir não conter mais esta nossa alegria interior e extremamente potente, e que o mundo não conseguiria por esta cabeça no lugar certo, porque faríamos tudo, tudo o que fosse errado para que nos ouvissem, se pedissem silencio faríamos barulho, se pedissem compreensão só tinham repreensão.
Somos tão potentes como um Ferrari, ambos estragamos o mundo, mas o bom de tudo é que não nos definimos pelos cavalos do motor, apenas nos definimos pela potencia do nosso coração.
Oposto, essa palavra mexe contudo, altera o significado de qualquer coisa menos de si mesma.
Consegue do feio fazer o bonito, do espectacular horroroso, sim essa palavra não devia existir quer dizer não devia ter sentido, oposto é aquilo que por vezes é antónimo ou confusão, apenas nos leva á indefinição, á descoberta é a perda da cabeça. Até podem dizer que fogo e água não se misturam, mas há uma contradição para isso, é fácil, é só por as acidezes de lado e a ciência também, dar-lhes uma anestesia geral se um calmante não chegar e se for demais não tem mal se fosse a menos era pior, ponhamos ambos a dormir num sono profundo e consciente, que lhes abra um outro mundo e que não perturbassem por apenas horas ou dias e veríamos como o mundo é bonito por si mesmo e que a ciência vem tirar um pouco do interessante e fascinante, e que talvez não deixe a nossa imaginação despir-se por entre as nuvens e as árvores quase descascadas pelo vento com cheiro a algodão doce e que talvez não deixe as folhas serem fadas ou rainhas daquilo em que toquem, preferia mil vezes habitar um mundo onde nada fosse possível e impossível, onde dicionários não existissem, para que pudesse descobrir tudo e dar-lhes outra definição.
Talvez o nosso mundo esteja a ser invadido por vírus e janelas pup-up, talvez a nossa cabeça esteja a ser assediada pela Internet e cabos, talvez a nossa mente não seja mais sonhos talvez se esteja a tornar em números e dizimas infinitas, e talvez os nossos olhos não vejam mais o que é bom de se ver e apreciar, talvez o verde, laranja, azul ou roxo das notas esteja a falar mais alto, sim talvez a sua voz abafe todas as outras todas que fazem um esforço para falar mais alto do que o próprio alto e mesmo assim não consigam sobressair, talvez seja porque os olhos fogem sempre para aquilo que os excita e não para o que é bom e o dever.
Somos tão rotineiros na nossa vida , machistas e corruptos, aldrabões porque só tentamos o fácil e o difícil fica a despir-se, pois é difícil, mas que interessa, é o o que dá mais pica de fazer e deixa o nosso cérebro ocupado, porque quando começamos o difícil nem damos conta do tempo a passar nem o quanto fácil fica com o passar do tempo e do quanto estamos a aprender a a dar valor a isso.
Passamos metade da vida na incerteza, quando o que temos é mais certeza daquilo que fazemos, não me digas que não tinhas certezas de seres amado pelos teus pais ou se tinhas certezas das decisões que  tomaste, talvez a parte das decisões seja mais difícil, mas se seguiste em frente e o fizeste é porque tinhas certeza de que o irias fazer, seja o que for, ter certeza de algo não é se vamos fazer algo bem ou mal porque isso não interessa o que interessa é que tenhas certeza de que o vais fazer o resto não interessa, nem mesmo se nos vamos arrepender, porque das nossas decisões e atitudes nunca devemos ter arrependimentos porque mais tarde iremos recordar que isso foi bom para nós e nos deu um pouco mais de alento á vida.
Ser o eco da vida dos outros é estupidez, mas ser o apoio dos outros é a certeza que não estamos sozinhos nesta vida

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Cheiros são o que me fazem lembrar de tudo o que esqueço com o tempo.
Lembranças ajudam-me a lembrar daquilo que mais sinto saudades, daquilo que em tempos foi bom e doce mas agora talvez seja mau e azedo.
Talvez diga que vou seguir para norte, mas sigo sempre para o sul á procura daquilo que me lembrar no momento, talvez vá á procura daquilo que realmente precise, daquilo que realmente importa.
Talvez até goste de seguir por estradas curtas e encostar-me em paredes partidas, talvez adore juntar pedacinhos de papeis que se perdem por entre o vento, talvez assuma que erro no que é mais óbvio, talvez erre com a vida, talvez trame o destino só para ele mudar de rumo e talvez minta á chuva só para ela voltar.
Defino palavras que eu especialmente gosto, defino definições só porque talvez elas á minha maneira façam mais sentido para mim do que a definição original.
Gosto e admiro, adoro e sinto, corro e não me canso, não me canso de procurar o que ando á procura por muito que não saiba o que.Talvez quando encontrar o que procuro, talvez ai consiga perceber o que andei a minha vida toda á procura.
Não gosto de utilizar sempre e nunca, palavras fortes e que ao que parece ninguém percebe a ligação entre ambas e mesmo que separadas sejam fortes, unidas e coladas com fita cola elas conseguem ser mais do que fortes, mais do que fortíssimas, mas do que inseparáveis conseguem ser isso tudo.
Se te quiser guardar eu guardo, mas nunca te vou dizer que te quero para sempre, porque assim teria de viver para sempre e para sempre  é muito tempo, sim prefiro viver pouco mas ao mesmo tempo viver muito, viver muitas aventuras, viver muitas coisas do que viver muito e viver pouco de experiências e de convivências.
O ultimo cigarro até podia ser meu, a ultima palavra podia estar na minha boca e a ultima nota nas minhas mãos, mas nunca as quereria para nada, nunca as utilizaria se não tivesse ninguém com quem as partilhar, eu não falo sozinha por isso a ultima palavra seria para ti, eu não fumo se fumasses talvez o ultimo cigarro fosse para ti e a nota seria para ambos, para irmos aproveitar um pouco da vida, para irmos comer o maior gelado do mundo, para irmos comer um bocado do doce e do bonito.
Se me partisse em partes, há quem as ajuntasse e faria questão de me reconstruir tal e qual como sou, mas dando um retoques personalizados na minha personalidade, na minha riqueza de conhecimentos porque os amigos são como um livro cheio de tudo, cheio de significados e definições.
Por vezes sentimos o cheiro, sentimos o amor, sentimos a amizade, mas nunca, nunca sentimos se vamos perder o que nos faz falta, se vamos sentir que vamos morrer, mas podemos sentir que o relógio parou e o mundo também na hora em que abraçamos aquilo que não queremos perder, aquilo que nos faz falta, aquilo que não queremos para sempre mas aquilo que queremos que nos acompanhe a vida toda, talvez as pessoas que amo mesmo não diga que te quero para sempre e nunca te quero perder, pelo simples facto de achar que isso não é preciso, se gostamos guarda-mos, se amamos preservamos e se odiamos afastamos de nós, afastamos por completo.
Por vezes não quero que me percebem nem entendem, apenas que ouçam.Somos felizes pelo que temos e somos, não pelo que acham de nós, não tudo por causa das palavras que ouvimos, mas pelo que sentimos vindo das palavras sinceras, não me importo que sejam as mais simples do mundo nem peço que sejam perfeitas, apenas que consigam mudar por um bocado o comum e óbvio.
Talvez ainda procure pelas nuvens os encantos do céu, que me falavam na infância, mas talvez seja aquilo que faça mais sentido em pensar só por pequenos minutos ou grandes horas.
As amizades podem ser tudo, mas só as verdadeiras são intrigantes e confortantes, por vezes revoltantes e escaldantes.
Irritantes ou não, que interessa são aquelas que por momentos são a melhor coisa que temos, se não são o tempo todo. O amor não é só sexo, não é só beijos, não é só caricias e não é só sedução.Amor é união, é partilha, é respeito, é paixão, é companhia, é liberdade, é beleza, é ajuda e desilusão, uma mistura de sentimentos e definições que encaixam na perfeição e que conseguem criar uma reacção em cadeia de agrado e prazer, são as palavras que menos enunciamos, são aquelas que provocam o voar da borboletas e o choque das estrelas, são talvez as palavras da nossa vida que cabem numa só definição, porque a nossa vida é amor de uma ponta á outra.
Amor é como o Natal, é todos os dias é sempre que quisermos,sempre que nos apetecer.
Amor pode ser cego mas ás vezes é bom e encorajador.
Amor é o encanto que da-mos aquilo de que mais gostamos.