sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Oposto, essa palavra mexe contudo, altera o significado de qualquer coisa menos de si mesma.
Consegue do feio fazer o bonito, do espectacular horroroso, sim essa palavra não devia existir quer dizer não devia ter sentido, oposto é aquilo que por vezes é antónimo ou confusão, apenas nos leva á indefinição, á descoberta é a perda da cabeça. Até podem dizer que fogo e água não se misturam, mas há uma contradição para isso, é fácil, é só por as acidezes de lado e a ciência também, dar-lhes uma anestesia geral se um calmante não chegar e se for demais não tem mal se fosse a menos era pior, ponhamos ambos a dormir num sono profundo e consciente, que lhes abra um outro mundo e que não perturbassem por apenas horas ou dias e veríamos como o mundo é bonito por si mesmo e que a ciência vem tirar um pouco do interessante e fascinante, e que talvez não deixe a nossa imaginação despir-se por entre as nuvens e as árvores quase descascadas pelo vento com cheiro a algodão doce e que talvez não deixe as folhas serem fadas ou rainhas daquilo em que toquem, preferia mil vezes habitar um mundo onde nada fosse possível e impossível, onde dicionários não existissem, para que pudesse descobrir tudo e dar-lhes outra definição.
Talvez o nosso mundo esteja a ser invadido por vírus e janelas pup-up, talvez a nossa cabeça esteja a ser assediada pela Internet e cabos, talvez a nossa mente não seja mais sonhos talvez se esteja a tornar em números e dizimas infinitas, e talvez os nossos olhos não vejam mais o que é bom de se ver e apreciar, talvez o verde, laranja, azul ou roxo das notas esteja a falar mais alto, sim talvez a sua voz abafe todas as outras todas que fazem um esforço para falar mais alto do que o próprio alto e mesmo assim não consigam sobressair, talvez seja porque os olhos fogem sempre para aquilo que os excita e não para o que é bom e o dever.
Somos tão rotineiros na nossa vida , machistas e corruptos, aldrabões porque só tentamos o fácil e o difícil fica a despir-se, pois é difícil, mas que interessa, é o o que dá mais pica de fazer e deixa o nosso cérebro ocupado, porque quando começamos o difícil nem damos conta do tempo a passar nem o quanto fácil fica com o passar do tempo e do quanto estamos a aprender a a dar valor a isso.
Passamos metade da vida na incerteza, quando o que temos é mais certeza daquilo que fazemos, não me digas que não tinhas certezas de seres amado pelos teus pais ou se tinhas certezas das decisões que  tomaste, talvez a parte das decisões seja mais difícil, mas se seguiste em frente e o fizeste é porque tinhas certeza de que o irias fazer, seja o que for, ter certeza de algo não é se vamos fazer algo bem ou mal porque isso não interessa o que interessa é que tenhas certeza de que o vais fazer o resto não interessa, nem mesmo se nos vamos arrepender, porque das nossas decisões e atitudes nunca devemos ter arrependimentos porque mais tarde iremos recordar que isso foi bom para nós e nos deu um pouco mais de alento á vida.
Ser o eco da vida dos outros é estupidez, mas ser o apoio dos outros é a certeza que não estamos sozinhos nesta vida

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