terça-feira, 27 de março de 2012

 Sinto que por vezes não sou a mesma sem ti sol, sem esse teu calor permanente e completamente aconchegante que acalma as minhas lágrimas e faz questão de pôr o meu ego lá bem em cima, onde ninguém consiga tocar ou sequer mudar de sítio. Não sou simplesmente a mesma sem a inveja que me metes só pelo simples facto de todos te adorarem pela tua luz e calor, e só gostarem de mim por às vezes ser cheia ou ser quarto minguante, invejo essa tua forma inalterável e estável, esse teu círculo tão perfeito quanto as minhas saudades perfeitas e completamente compreensíveis.
Reconheço que existe uma distância razoável entre nós que nem o tempo nem o desejo conseguem juntar, sim tempo esse remédio caseiro que é recomendado por todos e o que todos dizem, por muito que não tenham experiência na matéria. Mas que hei-de fazer, só o teu brilho consegue mover as nuvens negras da minha cabeça e por a chuva bem longe para que o meu dia seja sempre lindo e sorridente. Percorres a minha mente como um vírus num computador, alteras o meu sistema, abres as minhas pastas e recolhes e estragas toda a informação e por muito que te queira pôr um anti-vírus em cima consegues ser sempre uma alternativa à minha fúria, por muito que o queira fazer, um anti-vírus não serve, não é suficiente para te apagar desta minha memória com capacidade de dois gigabytes, não consegues apagar estas minhas pastas zipadas que guardam os maiores segredos.
Não ocupas a minha mente, como quem ocupa um lugar vazio num concerto com os bilhetes já esgotados e talvez se pudesses esvaziavas-me quando estivesse cheia só para me veres mais magrinha. Adoraria que pusesses no teu status do facebook casado e que escrevesses em todos os textos do teu blog estou enamorado, estou perdido entre essa tua luz opaca e entre essas tuas palavras aliciantes que me colam a ti, por meros minutos. Não tenho medo e admito, admito que me perco por esses teus atalhos, nesses atalhos do teu computador que não me deixam alternativa senão criar um novo ficheiro, abrir a tua wikipédia noutro separador e estudar-te de novo, estudar-te de cima a baixo e de um lado ao outro. Por ti escreveria o teu nome no Google e traduzia-o para todas as línguas para que me dissesses qual percebias, para poder dizer-te o quanto te amo e que estes aproximadamente cento e cinquenta e dois milhões de quilómetros não importavam porque o e-mail é potente chegaria ai para que abrisses o teu portátil e te sentasses e lesses o que te mandaria. Se o meu iphone não se tivesse estragado mandava-te uma fotografia minha e destas minhas lindas crateras e desta vista linda que por aqui passa, mudava-a no picnik para que o reconhecimento não fosse completo e para que o carregamento da foto demorasse mais para que ficasses mais tempo colado ao ecrã, para tua informação e para não ficares depois espantado. O novo acordo ortográfico só entra em vigor em 2015 em princípio, portanto o meu Microsoft Word é o de 2007 não o de 2010 não estejas à espera que escreva com o novo acordo ortográfico, por isso posso te enviar o que quiser que irá tudo com o antigo. Procuro todo o dia notícias tuas no bing e por vezes no jornal online mas não encontro, por muito que queira mas a minha capacidade da internet não chega nem para por um post.
Recorreria a todos os recursos possíveis, cantaria uma bela melodia e postava-a no youtube para que todo o mundo soubesse que não te temo, mesmo que fosses o Cavalo de Tróia a penetrar-me pelo computador, nem que fosses um site maligno daqueles que o Google Chorme bloqueia logo ou apenas que fosses uma janela pup-up, abria-te e lia-te, como quem lê a página da notícia principal de um jornal.
Por vezes as palavras faltam-me e o tempo não chega, temos tanta coisa em comum pois o nome de ambos é constituído por três letras e temos letras diferentes ao que se pode chamar coincidência mas eu prefiro chamar-lhe de destino. Por favor diz-me, diz-me que me admiras e que te choco quando consigo provocar em ti uma reacção de interesse pelo que sou quando nos encontramos num tal bar ou restaurante chamado de Eclipse. Nunca me disseste ao certo de que se tratava mas também nunca tive oportunidade de experimentar e isso magoa e muito, preferia que me convidasses no Habbo para comermos lá ou estarmos juntos porque eu espero durante anos por esse encontro e quando acontece nesse restaurante ou seja o que for, o que acontece é só por pequenos segundos e nesses momentos sinto que o mundo todo nos quer ver juntos uma vez que fazem questão de estar sempre presentes nesses momentos ao ponto de haver repórteres e paparazzis por todo o lado a tirarem fotos, não sabia que éramos assim tão populares até este ponto! Talvez a nossa história deste amor impossível não seja para nós, pois quando vejo um filme sobre estes amores impossíveis como o nosso, o meu computador faz de propósito e vai abaixo sem mais nem menos. Mas o problema é que ele gosta de companhia quando dorme por isso também leva a televisão e a antena com ele e elas vão abaixo por isso nunca vejo os finais, nem um até hoje, pelo que parece vou ser a última ou até mesmo a única a não saber os finais de cada história a que assisto. Por favor não lhe chames destino porque eu já pensei e talvez a culpa não seja do computador ou até mesmo da televisão e da antena a culpa deve é ser da luz, essa coisa extremamente luminosa e laranja nos cabos.
Adoraria visitar Júpiter e Saturno contigo um dia, para conhecer o que é desconhecido e provar um pouco do que para mim é indefinido, não consigo definir exactamente o que esses planetas são, só espero que sejam diferentes, tanta Terra e mais Terra, já estou cheia de Terra até aos olhos. Sei que nunca vamos poder fazer isso juntos e nem sabes o quanto mal fico por saber que o meu amor não pode ser correspondido e os meus desejos contidos porque sinto uma vontade enorme de os cumprir, dizer que não os posso concretizar mata-me lentamente por dentro, como dizem que o cigarro mata, talvez até seja a minha cabeça que ande na lua, mas acho que isso é obvio. És como os casacos que lá em baixo eles vestem, amarelos e muito quentes, mas isso é o que faço só para me entreter pois há quem conte carneirinhos mas isso é o que se diz aos putos eu cá prefiro contar aquilo que faça a minha mente saltar de emoção e o meu coração não aguentar a pressão.
Somos tão óbvios um com o outro que nem dou por mim às vezes a escrever-te isto, talvez nem ligues, talvez nem atentes nas palavras que saem da minha tecla mas acredita que, por momentos, elas são o melhor que tenho, não quero que penses que virei uma viciada na tecnologia, apenas as cartas já estão fora de moda apesar de serem tão românticas e espantosas, não quero que penses que foi por falta de tempo mas uma carta poderia chegar aí depois de milhares e milhares de anos e aí talvez me cansasse e pensasse que não valeu a pena e que foi tudo em vão mas apenas quero que leias e que penses no porquê do eu te querer como vírus do meu computador e o porquê de às vezes andar com a cabeça na lua.
Talvez prefira mandar palpites para o ar e pensar que eles voaram até ti e que os reencaminharas até mim outra vez e de pensar que quando eles chegassem não fossem mais palpites mas certezas e que depois não fossem certezas mas sim desilusões e que depois acabaria tudo pelo simples facto de ser a lógica aqui na terra. Ontem aprendi que nós nunca vivemos para sempre, portanto não somos eternamente felizes, somos apenas felizes, apenas por vezes existimos e não vivemos. Sim ainda espero pela nossa união, pelas tuas palavras e por este amor impossível mas se é isso que me mantém viva e a sonhar, então por favor nunca me digas que me amas apenas dá-me mais motivos para continuar a existir e a escrever, a escrever talvez as palavras que nunca lerás e as respostas que nunca terei, pois somos tão repetitivos e previsíveis na nossa maneira de viver e somos tão estúpidos e optimistas na nossa maneira de amar.

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