quinta-feira, 26 de abril de 2012

Vento não venhas por favor, irás trazer contigo o que não quero relembrar, aqueles dia de sol banhados pela água do grande oceano, aqueles sorrisos recheados de segredos, aqueles vícios completamente confortantes, não tragas contigo o furacão Katrina e a chuva de Abril, não leves contigo o meu coração, os meus pensamentos mais descabidos e sobretudo não leves as minhas memórias que me fazem grande aos olhos de quem me ama.
A minha cabeça esta recheada também de coisas que guardo só para mim com medo de exprimir para todo o mundo, o medo me fez recuar, o desejo fez-me ser sonhadora, fizeste-me bem, puseste a minha imaginação a mil e o coração a não aguentar a pressão.Há sempre aquele encontro em que os nossos olhos se olham, quando digo que tenho saudades de ti o que quero mesmo dizer é que preciso de ti mais do que nunca, a tua voz autoritária prende as minhas palavras numa questão de segundos, o teu impulso constante de dizer o que não é necessário deixa-me sem reacção, o meu desejo é que volte a sentir amor outra vez, sentir o que é improvisar, o que é rir sem saber o porque, o que é beijar na chuva quente de Agosto, fizeste-me grande aos teus olhos, és o impulsionador da minha alma perdida no deserto da minha imaginação, trouxeste o que em tempos eu tive em demasia e agora está escasso, foste e voltou a escassear.
Amor é sentimento complicado e quando vivido por duas pessoas tornasse indomável, é fogo ardente nos olhos, fogo que queima se não for apagado a tempo.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Pergunto-me porquê que o meio é sempre o fim de tudo e o inicio de um novo começo, pergunto-me porquê que as ondas avançam e recuam e porquê que a terra gira em torno de si mesma, pergunto-me todos os dias o porque de ter que amar para ser feliz, há quem nunca tenha amado e tenha sido feliz á mesma, talvez a vida fique incompleta, sim talvez, há sempre a excepção, sinto por vezes o mundo nos meus pés e penso que consigo aguentar a pressão mas no final quando ele vai abaixo vou junto com ele, acho que tenho que passar a odiar os que me amam e a amar os que me odeiam, porque se um dia me afastar de quem amo sentirei muitas saudades e me perderei neste grande caminho, nestas ondas que nunca mais avançam para o mesmo nível de que há 2 segundos atrás estavam, enquanto que as que odeio não são nem mais um dia nem menos um dia na minha vida, logo, os amo por isso, os amo por me odiarem e me fazerem feliz assim mesmo.
Gosto de escutar a musica que passa na rádio, gosto de ver o que se passa na estrada, gosto de contar os dias, gosto de ouvir belas melodias e sentar-me no chão gelado e desconfortante e desenhar com a minha ponta do lápis rabiscada por mensagens trocadas nos momentos oportunos, prefiro-me iludir com mentiras do que com histórias de princesas e finais felizes, gosto de ser a palavra na ponta da tua caneta, gosto de ser rabisco a caminho de obra de arte no teu caderno, gosto de abraçar o vento e agradecer-lhe por meros momentos, gosto de sentir a areia a cair das minhas mãos, de sentir a agua a escorrer pelo meu rosto, gosto de me encostar no pior sitio do mundo e pôr-lo mais calmo e sereno com o som da melodia do barulho do meu lápis a rabiscar no meu caderno rosa rasgado e ultrapassado pela vida.
Por vezes as folhas caem e passam por mim e fazem com que me sinta viva, fazem me sonhar com sonhos inimagináveis ao meu ver e ao do próprio sonho, certas frases são uma aventura para mim e nessa aventura és o meu herói, causa dor e sofrimento mas no final é compensador, o teu sorriso encantador consegue mover as nuvens negras que pairam por cima da minha cabeça e do meu pensamento atolado de tudo, o teu sorriso é a prova mais bonita do que me faz querer sonhar tantas vezes o mesmo sonho.
Adorava pintar castelos e desenhar princesas com vestidos extensos repletos de lantejoulas e com a cara cheia de brilhantes, adorava caminhar pelas linhas férreas dos meus desenhos, adorava quando sentia o relevo das minhas frases bem carregadas e bem centradas no meio da minha folha.
Adorava quando podia sonhar sem ter um letreiro bem expresso no meio a dizer "acorda para a realidade", mundo dá-me essa liberdade, sonho deixa lá a realidade porque o sonho pode ser muito pior.


sábado, 14 de abril de 2012

terça-feira, 3 de abril de 2012

Por favor não deixes fugir esta brisa, esta brisa fresca que me refresca a memória, este sentimento atribulado de todos os medos e segredos, este desfecho de tipo amor impossível e esta foto de tipo loucura, não me deixes ficar sem aguá e ir com o vento que em tempos fora escasso e que agora é quase como um furacão na minha cabeça, não deixes passar este tempo de bonança e divertimento, não me deixes por muita asneira que faça, não me faças parar de sorrir o riso de amanha e de hoje.
Por vezes a minha mente relembra os tempos de que nunca mais me quero lembrar e são esses que por muito maus que sejam, são esses que me ensinam a enfrentar os problemas do dia a dia, por vezes a saudade é curta e concreta e por outras longa e estranha, por vezes sinto o que nem sequer devia estar a pensar, por vezes só peço velhos tempos e costumes antigos.
Sentimentos que derivam no vento necessitam de ser sentidos outra vez e olhares que passam ao lado precisam de ser olhados mais profundamente, quero que me ajudes a sentir mais, a viver mais, a tua falta faz-me sentir perdida constantemente, definida pela musica que toca na radio, e tocada pelos maus pensamentos, preciso de ti para seres parte da minha vida, para que a faças inesquecível e sobretudo feliz, feliz de estar a ser acompanhada, amada e partilhada.
Embarca comigo nesta aventura dos mil mundos, dos dois milhões de desejos e das duas mil tentações, embarca comigo numa vida de batalhas e vitória no fim.
Sê parte de mim, faz-me feliz pelo tempo que necessite de ti, porque nas horas de saudade estarei a pensar em ti e isso já me faz feliz.