quarta-feira, 31 de outubro de 2012


Ainda me lembro como se de ontem tratasse, ainda sinto a energia e as boas vibrações, o amor e o carinho, como se de ontem tratasse aquele pequeno e gigante momento. Pisei a poça, rebentei com a fechadura, meti medo ao desejo, assustei o coração, quebrei o medo, venci o ciúme, sorri ao seu sms, chorei à sua chamada, calei o mundo, brilhei por dentro e deslumbrei por fora, corri cabos, fechei portas, quebrei chaves mas mesmo assim entrou, bloqueie o pensamento, interrompi o sono, cortei a preguiça e deixei o cansaço, cavei fundo, escrevi a negro, pintei a branco, sorri a fingir, fiz teatro, critiquei a situação remetente ao meu futuro. Fragmentei os vidros, parei a chuva, deixei o sol, não me importei com ele, deixei-o boquiaberto, fiz-me forte mas dei baixa, a pressão e a concorrência eram altas, dei cabo das expectativas e rematei com as dúvidas e deixei de parte as sombras negras e era basicamente o que sentia, o meu sentimento fazia-me dizer as coisas mais sem sentido de sempre, juntava peças e colhia mais duvidas, cruzava dados e obtinha desconsolo, descansava e adormecia mas acordava ainda mais cansada, chorava e ainda mais infeliz ficava. A caneta girava, os ponteiros corriam em direcção ao 12 e eu ficava parada em direcção à imensidão ele ponha o meu mundo num turbilhão!
Eu até gostava dele....Até ao dia em que reparei que tudo nele era falso!