terça-feira, 22 de outubro de 2013

Que linha está para além do horizonte?
Que horizonte está para além da ilusão?
Ó ilusão, tu pura e simples, acabas com os sonhos do Homem! Este não é nada sem os sonhos.
Vivemos com a finalidade de alcançar objectivos e sonhos. Sonhamos com o objectivo de ver reflectida uma vida perfeita, um possível futuro.
Na vida nada é puro. O ar que respiramos não é puro, os nossos pensamentos não são puros, a verdade não é pura. Mas enquanto se enumera onde existe impureza na vida e em tudo o que a ela está ligado surge uma questão. Não é uma questão qualquer, é uma questão bem interrogativa, bem delimitada e estonteante. E o amor, será ele puro?
Tal questão leva-nos de imediato para outro patamar da mente humana. Sentimentos não vêm do coração e nem são sentidos por tal órgão. vêm da mente, do consciente ou talvez até do inconsciente. Opinião pessoal a que todo o ser humano tem direito a ter.

sábado, 12 de outubro de 2013

A simplicidade brilha mais que todo o luxo que possa existir no mundo e um sorriso pode ser notado na outra ponta deste grande e pequeno mundo. 
Ao longo do tempo vamos nos apercebendo de que é preferível sonhar baixo e brilhar alto, pois, da luz do brilho as pessoas apercebem-se, mas dos sonhos elas nem reparam. É melhor viver sem fazer grandes planos para um futuro distante. Algum dia vamos acabar por brilhar e as pessoas vão notar. Quando se sonha alto a queda é grande mas ninguém está lá para assistir. A chuva, com toda a sua grandeza, sonoridade e beleza, também cai. Ela só cai num sentido como nós, seres humanos, mas não se levanta e essa é a grande diferença existente entre ambos. Crescemos a errar, a amar, a perdoar, a lutar, a tentar e a sorrir, mas por vezes, chegamos a uma certa altura em que já não crescemos mais, apenas fazemos um melhoramento da nossa alma e  mente e esquecemos-nos de progredir com os valores que crescemos . Os nossos pensamentos são como as ondas do mar, formam-se, avançam, ganham uma grandeza sublime, enrolam majestosamente, acabam por morrer na areia, voltam atrás e fazem o mesmo, repetidamente. 
Por vezes o olhar diz o que deveria ser a boca a dizer e por vezes as setas acabam por, de alguma maneira, nos atingir. No meio da batalha os escudos podem partir e a ponta da espada tornar-se pontiaguda o suficiente para espetar qualquer alma, fazer chorar qualquer coração e arrebatar com qualquer multidão.  
Por vezes parece que o jogo que fazemos na nossa vida é um jogo sujo e incompleto. Pelo meio perdemos as cartas, os pinos e por fim o dado, sim o dado que nos dá as coordenadas de quantas casas temos de avançar e é apenas o ponto de inicio da aventura que iremos enfrentar até chegarmos à meta. É uma batalha constante e dura que merece respeito e atenção, as casas em que apostamos podem nos desiludir e as jogadas que fazemos decepcionar-nos, podemos perder só por uma jogada mal pensada ou um erro inevitável. Lançamos o dado e esperamos pelo que nos vai calhar e nunca pensamos se o devíamos ter feito, talvez às vezes nos arrependamos por não ter lançado o dado com mais força ou por o dado ter caído e nesses momentos ficamos agarrados aquilo que nos faz mal e que nos puxa para uma escuridão bem escura e fria onde não há sorrisos, palavras, expressões, apenas onde habita a infelicidade, buraco com saída, porta que está meia aberta, luz que doí nos olhos e sol que nos queima a pele, porque a escuridão é um buraco frio e arrepiante mas não é algo que não tenha uma saída.
Às vezes descobrimos coisas que nunca pensaríamos descobrir e ficamos pasmados, extasiados, emocionados por as termos descoberto e maravilhados por podermos descobri-las, por vezes do sol fazemos a lua, do rio o oceano, da tristeza a desilusão e nem nos apercebemos da confusão que fazemos. Misturar sentimentos e pôr indecisão como aditivo não dá bom resultado, não é seguro, é como misturar azeite e vinagre, por muito que talvez o queiramos, eles não se misturam. A saudade mata por dentro e sorri por fora, a saudade é sentida pela mente e sofrida pelo coração, saudade não é só um sentimento é um misto de sentimentos complicados que vêm como adjuntos.